Devemos descobrir o segredo da nossa alegria todos os dias. Devemos encontrar a nossa paixão pela simplicidade da natureza e pelo luxo da nossa existência.
Consigo associar a alegria à arte, aos edifícios com pormenores inesperados, da arquitetura do passado e do presente, e à natureza. Um simples olhar de contentamento inspira-nos. As serras, os montes, os rios, os campos pincelados de primavera, cheios de cor, estão num nível inicial do bem-estar. Os tons de verde, os outros tons, o olhar distante a observar as formas dos campos, neste país tão bonito, fazem-nos respirar a saúde que precisamos.
Gosto das cidades, das formas geométricas, dos detalhes, dos miradouros, de tudo o que está dividido em diferentes zonas.
Não construí a minha vida em festas, mas com o estudo e a dedicação. Às vezes são apenas detalhes e por isso pensei, em algumas ocasiões, que não devia ter trabalhado tanto. Afasto esses pensamentos e alegro-me com o que consegui até hoje. Encaixado neste parágrafo, acrescento o conforto da casa, onde descanso e onde a luz natural é abundante. Esse lugar recebe o meu olhar todos os dias. Confesso que gosto de fazer mudanças nesse espaço de recantos e harmonia. As flores na jarra abraçam-me e ajudam-me a passar momentos de indecisões. Os quadros que pintei lembram-me que ainda consigo fazer melhor. Os móveis, os livros, as receitas para inventar e tanto que ainda pode ser contado, apenas são a possibilidade de explorar outros passos.
Este texto nunca estará completo e as composições estarão sempre em mudança. Somos nós que escolhemos o que gostamos. Somos nós que precisamos procurar a nossa alegria.