Outro Alguém

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Eu diria assim

No meio da narrativa só as palavras que partilhei me acalmaram. Senti a companhia de alguém. Alguém que bem poderia ser outra pessoa. Decidi parar e descansar da azáfama que me agarrava o pescoço e senti o café entrar nas veias e despertar a minha sonolência.  O cheiro agradável da canela juntou-se ao som suave de uma guitarra misturado numa jukebox retro, quase presa a um passado cheio de estórias, quase alinhada com o presente ainda desconhecido.

Sinto-me a viver momentos já passados, junto aos vidros embaciados, que mesmo assim refletem a minha imagem dos tempos presentes. Perco-me na letra da melodia. Perco-me na vida que me trouxe aqui.

Às vezes não fazemos parte do mesmo mundo.

@ maria silva monteiro