Outro Alguém

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Imagino um lugar que não conheço

Imagino estes lugar que está longe.

Às vezes, escrevo o que a imaginação me mostra, outras vezes os caminhos estreitos têm pormenores para me contar. Nem sempre encontro as palavras certas, mas não penso que admiração ou reconhecimento sejam difíceis de contentar. Não tenho nada escondido, nem qualquer  intenção menos límpida que a água, de algum riacho, visível nesses cantos que  quero imaginar.

Vi uma foto, que não é minha, tirada pela alegria de um lugar especial. Os campos com cores de inverno, num lugar que desconheço, sobravam de felicidade. Para os ausentes, há um sobreiro que os protege, que lhes oferece a história, a sombra, a paisagem bucólica inesquecível e a largura da felicidade. Para os presentes,  é o guardião da paz, que não termina quando olhamos o seu esplendor. A sua sombra cresce nos pormenores, acrescenta o rio que oferece riqueza, aquece os dias frios com o sol que o protege, acalma o trabalho obrigatório das semanas com  um número a crescer e guarda as palavras que não ouve.

Uma beleza achada num lugar especial, com tudo o que se pode imaginar.

Às vezes, encontramos as nossas alegrias.

Maria Silva Monteiro – maio 2025