Outro Alguém

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O mistério das horas erradas

As horas são doces como um vento morno que nos faz parar.

Essa hora que me chamou quando olhei no momento certo fez-me rodopiar na rotina habitual de uma manhã de trabalho. Pronta para entrar nas obrigações de tudo o que é preciso atentei a correria.

Fico preenchida depois de um novo olhar para essa hora que é precisa, essa confirmação para agarrar a confiança e o conforto. Liberto-me dos minutos passados e junto ao relógio confirmo a confiança de chegar a horas. Mas as horas estavam erradas.

Que mistério é esse das horas erradas?

O meu espaço real de introspeção, de pensamentos que não gelaram nas palavras e os salpicos da realidade que encontram nas palavras escritas o sol de cada dia e a neblina do que se esconde, tropeçou num mistério. O meu hobby escondido, à procura do tempo livre, liberta nestas linhas esse momento que passou sem explicação.

As horas estavam diferentes. Numa incompreensão momentânea qualquer coisa girou sem semelhança com outros momentos de surpresas. Na verdade, a realidade trouxe-me um mistério sem solução.

Que tempo se abriu para mim esta manhã?

@ maria silva monteiro – fevereiro 2026