As palavras deslizam como as nuvens apressadas num arrepio inesperado.
Oito horas e outras a passar. Clamam as horas por objetivos cumpridos. Empurram o saber com o sopro da novidade e apertam-nos nas decisões.
No horizonte, destacam-se as poeiras que escondem o sol e as danças dos pássaros que em grupo ensaiam um bailado. Há ali uma dinâmica naquele contributo conjunto para um bem maior. Neste caso, a sobrevivência e o encantamento do nosso olhar serão as respostas sábias.
Uns passos depois e o dobro do entusiasmo. Eis o apito e as vozes estridentes acolhidas por todos os que caminham altivos. Que maravilha sabermos tudo o que queremos e acolhermos todas as vozes que adoramos nessa eleição instantânea. São as palavras que tomam o seu lugar e agarram o passo seguinte.
Sem horas e sem história. A chaminé dos bolos doces, a vivência arrefecida e o bater modesto na porta certa elegem as decisões. O dia cresce e o trabalho conjunto — para fazer o que realmente queremos — abraça sempre a responsabilidade e o empenho. Merecemos qualquer coisa quando observamos que não ficámos com a resposta errada.
Dezassete horas de empenho e nervosismo. Engrandecemos no sopro da vida e do conhecimento. Nesse momento, perto da motivação, as vozes serenas explicam, atraem e acrescentam inovação nesta linha de limites de idade e de bom senso.
De seguida, e quando as horas já passaram, há um horizonte tardio abrangente e agradecido. De novo, elevamos as palavras para as respirar melhor. O céu está embaciado e quase dormente neste respirar cansado.
As vozes ficam esquecidas quando tudo escurece.
Feliz Dia Internacional da Mulher!
maria silva monteiro 2026 (all rights reserved)
As Vozes.